|
|
Rickyoncé
é
Imperatriz
dos Estados Unidos em
Império,
Love to Love You, Baby
(Ou Como Aprendi a Temer Ser Anti-americano
e Amar a Guerra Contra o Terror)
|
Império é uma performance/palestra
doce, leve, inteligente e extremamente hilária
sobre um assunto sério, alienante e atŽ apavorante; o nacionalismo
americano. Leia a crítica na íntegra embaixo das imagens. |
![]() |
![]() |
![]() |
![]() |
![]() |
![]() |
![]() |
![]() |
![]() |
![]() |
![]() |
![]() |
![]() |
![]() |
![]() |
![]() |
![]() |
![]() |
|
Em Império, Love to Love You, Baby, o artista brasileiro-americano Ricky Seabra (apoiado pelo Kunstencentrum Nona na Belgica desde seu Aviões & Arranha-céus e Isadora.Orb) lança o seu olhar sobre o Império Americano. Poderá, a Imperatriz Rickyoncé salvar o seu imperio e portanto o resto do mundo? Ricky Seabra apresenta "Um Guia para os Internacionalmente Perplexos" no qual mistura performance e multimidia em seu estilo muito particular. ------------------------------------------------------------------------ Empire
estreou em 15 de junho de 2006 em Mechelen no Kunstencentrum nOna,
Bélgica
Crítica:
Ricky Seabra raciocina com uma piscadinha. América é um Império sem um imperador. Portanto, o Ricky Seabra se coroa Imperatriz. Devia ter percebido isto antes: a performance de Ricky Seabra, Império é concerteza algo mais do que gay. Havia, um soldado nu no cartaz com uma metralhadora automática cobrindo a sua genitália. Mas não esperava um show drag. O artista brasileiro-americano já trabalho antes em nosso país, com, entre outros, Aviões & Arranha-céus (2002). Império, que teve estréia na semana passada no Kunstencentrum Nona é uma performance/palestra extremamente hilária sobre um assunto sério, alienante e até apavorante; o nacionalismo americano. Seabra começa com uma análise do hino nacional americano. Este hino é cantado regularmente por divas pop em eventos esportivos. Vocês lembram claro do incidente com o seio de Janet Jackson e a confusão que isto causou. Mas não se ri do hino. E muito menos da bandeira da qual o hino fala. No hino, a questão mais importante é se a bandeira com suas estrelas e listras ainda tremula depois da batalha. O texto não oferece uma resposta: mantém-se a pergunta em aberto. Seabra mostra fragmentos destas divas pop cantando o hino alternando com texto num telão. De acordo com o Seabra os pontos de interrogação gradualmente desaparecem do texto da mœsica. Uma omiss‹o significativa? Seabra mostra como dobrar corretamente a bandeira americana e mostra o tipo de filmes propaganda dos quais são feitos paródias nos Simpsons: aquelas animações bestas que martelam para dentro da cabeça das crianças a constituição, os fundadores da nação e a bandeira. Mesmo se você já tenha visto estas paródias, os originais continuam mais aterrorizantes do que bobos. A América se comporta como um império, mas perde as estribeiras porque lhe falta um imperador ou imperatriz. Quando Seabra diz isso, ele se despe e um pouco depois vira uma clone da Beyoncé. Ela é Rickyoncé, imperatriz de um país bootyliscious (uma piscadinha para a Beyoncé assim como é o subtítulo da peça: Love to Love You, Baby, um de seus maiores sucessos). O tom da performance não muda mesmo depois da transformação. A diva drag continua nos dando seriedade mas montada linda e loira. No seu laptop ela surfa pelo Google Earth onde ela tem marcado todas as bases aéreas americanas no globo. Seabra não faz comentários aqui mas a imagem do seu laptop é projetada num telão atrás dele e ele mistura estas imagens com These Boots Are Made For Walking da Nancy Sinatra. O poder é, na verdade, tão simples quanto sapatos; você precisa de um para andar e o outro para conquistar o mundo. Mais tarde, Rickyoncé também mostra os seus guerreiros: ela os acha surfando o site pornográfico gay: www.malecorps.com Império é uma performance doce, leve e inteligente. Seabra não faz muito mais que colecionar imagens de TV, filmes e Internet que cabem no tema. Um pouco como o Michael Moore. Mas o Seabra não sente a necessidade de convencer a sua platéia. Moore constrói os seus argumentos com um martelo - que tem o seu valor. Mas o Seabra o faz com uma piscadinha. - Marc Cloostermans |

2005 2008 |
.