Império, Love to Love You, Baby


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Rickyoncé é Imperatriz dos Estados Unidos em
Império, Love to Love You, Baby
(Ou Como Aprendi a Temer Ser Anti-americano e Amar a Guerra Contra o Terror)

Império é uma performance/palestra doce, leve, inteligente e extremamente hilária sobre um assunto sério, alienante e atŽ apavorante; o nacionalismo americano.
- Jornal De Standaard, B
élgica

Leia a crítica na íntegra embaixo das imagens.

Em Império, Love to Love You, Baby, o artista brasileiro-americano Ricky Seabra (apoiado pelo Kunstencentrum Nona na Belgica desde seu Aviões & Arranha-céus e Isadora.Orb) lança o seu olhar sobre o Império Americano.

Poderá, a Imperatriz Rickyoncé salvar o seu imperio e portanto o resto do mundo? Ricky Seabra apresenta "Um Guia para os Internacionalmente Perplexos" no qual mistura performance e multimidia em seu estilo muito particular.

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Empire estreou em 15 de junho de 2006 em Mechelen no Kunstencentrum nOna, Bélgica
Conceito, Texto e Performance: Ricky Seabra,
Direção: Dirk Verstockt
Produção na Europa: Kunstencentrum nOna
Trilha: Kreng
Montagem de vídeo: Stef Deneer
Consultoria historica: Jan de Pauw

 

Crítica:
Segunda feira 19 de junho De Standaard, Bélgica: Teatro:
traduzido do holandês

Ricky Seabra raciocina com uma piscadinha.

América é um Império sem um imperador. Portanto, o Ricky Seabra se coroa Imperatriz. Devia ter percebido isto antes: a performance de Ricky Seabra, Império é concerteza algo mais do que gay. Havia, um soldado nu no cartaz com uma metralhadora automática cobrindo a sua genitália. Mas não esperava um show drag. O artista brasileiro-americano já trabalho antes em nosso país, com, entre outros, Aviões & Arranha-céus (2002). Império, que teve estréia na semana passada no Kunstencentrum Nona é uma performance/palestra extremamente hilária sobre um assunto sério, alienante e até apavorante; o nacionalismo americano.

Seabra começa com uma análise do hino nacional americano. Este hino é cantado regularmente por divas pop em eventos esportivos. Vocês lembram claro do incidente com o seio de Janet Jackson e a confusão que isto causou. Mas não se ri do hino. E muito menos da bandeira da qual o hino fala. No hino, a questão mais importante é se a bandeira com suas estrelas e listras ainda tremula depois da batalha. O texto não oferece uma resposta: mantém-se a pergunta em aberto. Seabra mostra fragmentos destas divas pop cantando o hino alternando com texto num telão. De acordo com o Seabra os pontos de interrogação gradualmente desaparecem do texto da mœsica. Uma omiss‹o significativa?

Seabra mostra como dobrar corretamente a bandeira americana e mostra o tipo de filmes propaganda dos quais são feitos paródias nos Simpsons: aquelas animações bestas que martelam para dentro da cabeça das crianças a constituição, os fundadores da nação e a bandeira. Mesmo se você já tenha visto estas paródias, os originais continuam mais aterrorizantes do que bobos.

A América se comporta como um império, mas perde as estribeiras porque lhe falta um imperador ou imperatriz. Quando Seabra diz isso, ele se despe e um pouco depois vira uma clone da Beyoncé. Ela é Rickyoncé, imperatriz de um país bootyliscious (uma piscadinha para a Beyoncé assim como é o subtítulo da peça: Love to Love You, Baby, um de seus maiores sucessos).

O tom da performance não muda mesmo depois da transformação. A diva drag continua nos dando seriedade mas montada linda e loira. No seu laptop ela surfa pelo Google Earth onde ela tem marcado todas as bases aéreas americanas no globo. Seabra não faz comentários aqui mas a imagem do seu laptop é projetada num telão atrás dele e ele mistura estas imagens com These Boots Are Made For Walking da Nancy Sinatra. O poder é, na verdade, tão simples quanto sapatos; você precisa de um para andar e o outro para conquistar o mundo. Mais tarde, Rickyoncé também mostra os seus guerreiros: ela os acha surfando o site pornográfico gay: www.malecorps.com

Império é uma performance doce, leve e inteligente. Seabra não faz muito mais que colecionar imagens de TV, filmes e Internet que cabem no tema. Um pouco como o Michael Moore. Mas o Seabra não sente a necessidade de convencer a sua platéia. Moore constrói os seus argumentos com um martelo - que tem o seu valor. Mas o Seabra o faz com uma piscadinha.

- Marc Cloostermans

2005
Estreia, Kunstencentrum NONA, Mechelen, Belgica

2008
Caixa Economica de Brasilia (contemplado pelo edital da Caixa 2007)
Brakke Grond, Amsterdam, Holanda
De Kikker, Utrecht, Holanda
KaaiTheater, Bruxelas, belgica

 

 

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yo@rickyseabra.com

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